domingo, 12 de julho de 2009

Satélites da NASA exibem reduçao da camada Àrtica

As últimas imagens obtidas pelos satélites da Nasa, a agência espacial americana, mostraram que a camada de gelo que cobre a região ártica diminuiu de forma considerável entre os invernos de 2005 e 2008 e foi substituída por gelo temporário muito mais fino.
"Esta é mais uma prova da rápida transformação que está ocorrendo na camada de gelo que cobre o Ártico", diz o comunicado do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa. Segundo estudos científicos, essa transformação foi causada pelo aumento das temperaturas atmosféricas no mundo todo e cujos resultados são evidentes também nas geleiras da Groenlândia e da Antártida.Em um relatório divulgado pela revista Journal of Geophysical Research: Oceans, cientistas da Nasa e da Universidade de Seattle disseram ter usado dados dos satélites para calcular o volume e a grossura do gelo ártico. De acordo com essas medições, a camada de gelo diminuiu cerca de 17 centímetros por ano, o que somou um total de 68 centímetros nos quatro invernos.
Por outra parte, a superfície total coberta pelo chamado "gelo eterno" ou que sobreviveu por vários verões caiu 42%. Geralmente, o gelo formado apenas no inverno chega a uma altura de dois metros. O que sobrevive vários anos tem uma média de três metros.
Segundo os últimos estudos, o gelo do inverno não foi suficiente para compensar a perda natural que ocorre no verão. Essa situação leva a um maior aquecimento dos oceanos e a um conseguinte degelo polar, o que agrava a situação.
De acordo com o comunicado do JPL, entre 2004 e 2008, a cobertura de gelo ártico diminuiu em 1,54 milhão de km quadrados, uma área equivalente ao estado americano do Alasca.
Segundo Ron Kwok, cientista do JPL, a restituição virtualmente nula do gelo durante vários anos, junto com o desprendimento de grandes volumes após os verões de 2005 e 2007, teve uma grande influência na perda do volume do gelo ártico. "Nossos dados vão ajudar os cientistas a compreender a rapidez com que o volume do gelo ártico está diminuindo e em quanto tempo poderemos ver um verão quase sem gelo", acrescentou.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Desmatamento na Amazônia: corte ilegal de árvores

O desmatamento, também chamado de desflorestamento, nas florestas brasileiras começou no instante da chegada dos portugueses ao nosso país, no ano de 1500. Interessados no lucro com a venda do pau-brasil na Europa, os portugueses iniciaram a exploração da Mata Atlântica. As caravelas portuguesas partiam do litoral brasileiro carregadas de toras de pau-brasil para serem vendidas no mercado europeu. Enquanto a madeira era utilizada para a confecção de móveis e instrumentos musicais, a seiva avermelhada do pau-brasil era usada para tingir tecidos.
Desde então, o desmatamento em nosso país foi uma constante. Depois da Mata Atlântica, foi a vez da Floresta Amazônica sofrer as conseqüências da derrubada ilegal de árvores. Em busca de madeiras de lei como o mogno, por exemplo, empresas madereiras instalaram-se na região amazônica para fazer a exploração ilegal. Um relatório divulgado pela WWF ( ONG dedicada ao meio ambiente ) no ano de 2000, apontou que o desmatamento na Amazônia já atinge 13% da cobertura original. O caso da Mata Atlântica é ainda mais trágico, pois apenas 9% da mata sobrevive a cobertura original de 1500.
Embora os casos da Floresta amazônica e da Mata Atlântica sejam os mais problemáticos, o desmatamento ocorre nos quatro cantos do país.
O crescimento das cidades também tem provocado a diminuição das áreas verdes. O crescimento populacional e o desenvolvimento das indústrias demandam áreas amplas nas cidades e arredores.
Embora todos estes problemas ambientais estejam ainda ocorrendo, verifica-se uma diminuição significativa em comparação ao passado. A consciência ambiental das pessoas está alertando para a necessidade de uma preservação ambiental.
Espera-se que, no início deste novo século, o homem tome consciência destes problemas e comece a perceber que antes do dinheiro está a vida de nosso planeta e o futuro das gerações futuras. Nossos filhos têm o direito de viverem num mundo melhor.
Vale lembrar:
- O desmatamento numa determinada região pode provocar o processo de desertificação (formação de desertos e regiões áridas). Este processo vem ocorrendo no sertão nordestino e no cerrado de Tocantins nas últimas décadas.

sábado, 16 de maio de 2009

Focos de incêndio no Pantanal ocorrem em cordilheiras e nascentes.


O Sindicato Rural de Corumbá lançou um alerta em relação a grande incidência de focos de incêndios no Pantanal, pedindo intervenção do Ibama, Polícia Militar Ambiental e também do Ministério Público Estadual (MPE) para uma fiscalização mais rigorosa visando coibir estes crimes ambientais.O presidente da entidade, Pedro Luiz Lacerda, disse que as autoridades competentes devem buscar a origem e os autores desses focos, salientando que não são pecuaristas os responsáveis por uma situação que considera já de calamidade. “É preciso chamar a atenção dos órgãos ambientais para o que está acontecendo”, afirmou Lacerda. “Os incêndios estão ocorrendo em regiões despovoadas de gado há muito tempo”.Com base em informações de fazendeiros e pilotos que sobrevoam a região afetada, o fogo ocorre nas cordilheiras de mato e beira de baías, vazantes e lagoas. O pecuarista Manoel Martins, diretor do Sindicato, disse que constatou 30 focos de queimada durante vôo que realizou entre a Lagoa Mandioré e Corumbá.Uma das preocupações da entidade ruralista, que pode estar relacionada aos incêndios criminosos, é a ocorrência de atividades extrativas, como a retirada de mel, a pesca e a captura de iscas, exercidas por pessoas de outras regiões do Estado que trafegam diariamente pelo rio Paraguai e banhados. “São situações quer precisam ser urgentemente monitoradas”, cobra Pedro Lacerda. “Sabemos quem não coloca o fogo, e o nosso sindicato está disposto a colaborar com as autoridades para que possamos colocar um fim em um problema que afeta o nosso Pantanal, a nossa pecuária e quem vive na cidade”, completou ele.