quinta-feira, 7 de maio de 2009
Tudo sobre o Desmatamento
O desmatamento, também chamado de desflorestamento, nas florestas brasileiras começou no instante da chegada dos portugueses ao nosso país, no ano de 1500. Interessados no lucro com a venda do pau-brasil na Europa, os portugueses iniciaram a exploração da Mata Atlântica. As caravelas portuguesas partiam do litoral brasileiro carregadas de toras de pau-brasil para serem vendidas no mercado europeu. Enquanto a madeira era utilizada para a confecção de móveis e instrumentos musicais, a seiva avermelhada do pau-brasil era usada para tingir tecidos.
Desde então, o desmatamento em nosso país foi uma constante. Depois da Mata Atlântica, foi a vez da Floresta Amazônia sofrer as conseqüências da derrubada ilegal de árvores. Em busca de madeiras de lei como o mogno, por exemplo, empresas madereiras instalaram-se na região amazônica para fazer a exploração ilegal. Um relatório divulgado pela WWF ( ONG dedicada ao meio ambiente ) no ano de 2000, apontou que o desmatamento na Amazônia já atinge 13% da cobertura original. O caso da Mata Atlântica é ainda mais trágico, pois apenas 9% da mata sobrevive a cobertura original de 1500.
Embora os casos da Floresta amazônica e da Mata Atlântica sejam os mais problemáticos, o desmatamento ocorre nos quatro cantos do país. Além da derrubada predatória para fins econômicos, outras formas de atuação do ser humano tem provocado o desmatamento. A derrubada de matas tem ocorrido também nas chamada frentes agrícolas. Para aumentar a quantidade de áreas para a agricultura, muitos fazendeiros derrubam quilômetros de árvores para o plantio.
O crescimento das cidades também tem provocado a diminuição das áreas verdes. O crescimento populacional e o desenvolvimento das indústrias demandam áreas amplas nas cidades e arredores. Áreas enormes de matas são derrubadas para a construção de condomínios residenciais e pólos industriais. Rodovias também seguem neste sentido. Cruzando os quatro cantos do país, estes projetos rodoviários provocam a derrubada de grandes faixas de florestas.
Outro problema sério, que provoca a destruição do verde, são as queimadas e incêndios florestais. Muitos deles ocorrem por motivos econômicos. Proibidos de queimar matas protegidas por lei, muitos fazendeiros provocam estes incêndios para ampliar as áreas para a criação de gado ou para o cultivo. Também ocorrem incêndios por pura irresponsabilidade de motoristas. Bombeiros afirmam que muitos incêndios tem como causa inicial as pontas de cigarros jogadas nas beiradas das rodovias.
Este problema não é exclusivo do nosso país. No mundo inteiro o desmatamento ocorreu e ainda está ocorrendo. Nos países em desenvolvimento, principalmente asiáticos como a China, quase toda a cobertura vegetal foi explorada. Estados Unidos e Rússia também destruíram suas florestas com o passar do tempo.
Embora todos estes problemas ambientais estejam ainda ocorrendo, verifica-se uma diminuição significativa em comparação ao passado. A consciência ambiental das pessoas está alertando para a necessidade de uma preservação ambiental. Governos de diversos países e ONGs de meio ambiente tem atuado no sentido de criar legislações mais rígidas e uma fiscalização mais atuante para combater o crime ecológico. As matas e florestas são de extrema importância para o equilíbrio ecológico do planeta Terra e para o bom funcionamento climático. Espera-se que, no início deste novo século, o homem tome consciência destes problemas e comece a perceber que antes do dinheiro está a vida de nosso planeta e o futuro das gerações futuras. Nossos filhos têm o direito de viverem num mundo melhor.
Vale lembrar:
- O desmatamento numa determinada região pode provocar o processo de desertificação (formação de desertos e regiões áridas). Este processo vem ocorrendo no sertão nordestino e no cerrado de Tocantins nas últimas décadas.
Desmatamento cai 80% na Amazônia Legal em seis meses
Já as informações divulgadas na última terça pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) foram mais incorpadas. Segundo o órgão, o desmatamento atingiu 2.639 quilômetros quadrados de agosto de 2008 a janeiro deste ano. Os números não só são díspares, como também incomparáveis, porque a metodologia usada pelo Inpe e pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD - o sistema adotado pelo Imazon) são incompatíveis. Os dados do Inpe sobre desmatamento incluem também degradação, enquanto os do SAD são exclusivos com informações sobre desmatamento.
Em janeiro deste ano, o desmatamento detectado pelo SAD na Amazônia Legal atingiu 51 km2. Isso representa uma queda de 38% em relação a janeiro de 2008, quando o desmatamento foi de 82 km2. O maior índice foi detectado em Mato Grosso com 43 km2, seguido por Pará (4km2), Tocantins (3km2), Rondônia (1km2) e Acre (- de 1km2). Nos outros estados não foi possível detectar o desmatamento devido à cobertura de nuvens.
Amazônia privatizada?
O Meio Ambiente no Rio Grande do Sul continua tumultuado
Crime Ambiental e o Plano Diretor
O atual Plano Diretor permite a construção de espigões no interior dos bairros que não têm rede pluvial e cloacal suficientemente dimensionadas para poder fluir seus esgotos. Os esgotos se misturam e vazam. As ruas, estreitas, recebem cada vez mais automóveis e o congestionamento crescendo. Misturam-se no ar buzinaços e gases. Lixo aumentando e surgem as carroças. Sombras se projetam pelos passeios e ruas. Presente a insalubridade. Solo da cidade cada vez mais impermeabilizado. As águas rolam e rolam. A vegetação sumindo e o calor aumentando. Meio ambiente degradado e depredado. Responsável é este Plano Diretor de destruição ambiental. Em sua revisão, que vem em boa hora, o Plano cria a chamada área livre, ou seja: "parcela de terreno permeável, vegetada e livre de construção, não podendo estar sob a projeção da edificação". Surpreendentemente, as entidades empresariais lideradas pelo sindicato "mercadófilo" não querem a aprovação deste salutar dispositivo universal. São, portanto, coniventes com o crime ambiental que tem no excesso de calor, na poluição da atmosfera, no congestionamento e alagamentos, os elementos comprobatórios do irracionalismo que vem sendo acentuadamente praticado.
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Quem é Criminoso Ambiental?
Continuismo indica Persistência na omissão ao Meio Ambiente
A Desflorestação da Amazônia

A desflorestação da Amazônia brasileira é pior do que se julgava, segundo novos dados de satélites que assinalam abates selectivos ilegais de árvores, indica um estudo hoje publicado pela revista científica Science citada pela Lusa. A investigação, de cientistas do instituto privado norte- americano Carnegie Institution, de Washington, conclui que as actividades humanas estão a degradar a selva amazónica ao dobro do ritmo estimado anteriormente.
Considerada a maior bacia fluvial do mundo e o grande pulmão do Planeta, a região amazónica é um gigantesco ecossistema de selvas tropicais que se estende por sete milhões de quilómetros quadrados.É também considerada a reserva biológica mais rica do mundo, com vários milhões de espécies de insectos, plantas, pássaros e outras formas de vida, muitas das quais ainda sem registo científico.
Até agora, os métodos baseados nas imagens de satélites só detectavam extensões de terrenos em que as árvores tinham sido cortadas para dar espaço a fazendas ou pastagens.No entanto, um novo método de imagens por satélite desenvolvido por cientistas da Carnegie Institution, sob a coordenação de Gregory Asner, consegue determinar níveis mais precisos da desflorestação amazónica.O método, chamado Sistema de Análises Carnegie Landsat, em cujo desenvolvimento também participou a NASA, permitiu aos cientistas identificar muitas zonas onde a floresta tropical foi reduzida através de "abates selectivos", segundo o estudo.Neste tipo de desflorestação só se abatem certas espécies de árvores comercializáveis, cujos troncos são depois transportados para serrações.
Para detectar e quantificar este tipo de árvores nos cinco estados madeireiros mais importantes da Amazónia brasileira, os investigadores aplicaram o sistema que lhes permite analisar cada pixel (ponto) da imagem produzida por três satélites.Através dessa análise, conseguiram determinar a percentagem de terra com floresta e sem floresta dentro de cada ponto da imagem.
Assim, os investigadores constataram que entre 1999 e 2002 o abate selectivo aumentou entre 60 e 128 por cento a área de floresta danificada conhecida anteriormente. De acordo com os autores do estudo, o volume total de árvores cortadas representa entre 10 e 15 milhões de toneladas métricas de carbono retiradas ao ecossistema.
Financiado pela NASA e pela Carnegie Institution, o estudo contou também com a participação de cientistas do Serviço Florestal dos EUA, do Instituto Internacional de Florestas tropicais, de Porto rico, da Universidade de New Hampshire e da EMBRAPA-Amazonia Oriental do estado brasileiro de Pará.