
sábado, 16 de maio de 2009
Focos de incêndio no Pantanal ocorrem em cordilheiras e nascentes.

sábado, 9 de maio de 2009
Chamas se alastram por Santa Barbara
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Desmatamento Zero: para fortalecer a economia do presente sem comprometer o futuro

Noventa e três por cento dos entrevistados – de um total de 2055 – se declararam a favor do Desmatamento Zero e grande parte toparia inclusive reajustes de preços nos produtos agrícolas em troca do fim da destruição da floresta. A alternativa de autorizar mais desmatamento para aumentar a produção brasileira ficou com apenas 3% dos votos.Além do resultado desta pesquisa, a boa notícia é que o sacrifício imaginado de compensar, no custo dos alimentos, a não derrubada de árvores não é necessário. Hoje, se contabilizarmos as áreas de pasto improdutivas no país, mais as áreas já desflorestadas e abandonadas, chegaremos a conclusão de que temos espaço suficiente não apenas para aumentar, mas para duplicar a produção nacional de alimentos. Acabar com o desmatamento não tem nada a ver com limitar nossa expansão agrícola. Podemos fazer as duas coisas ao mesmo tempo.E porque não fazemos, então?A resposta está na falta de vontade da maioria das autoridades, aliada com o oportunismo político de outras. Hoje, muitos deputados, senadores e até ministros preferem alimentar a briga “meio ambiente versus agricultura” para ganhar o direito de se auto-nomearem como defensores de um desses lados, garantindo votos para a próxima eleição. Para chamar a atenção da mídia vale tudo: desde anistia aos crimes ambientais, premiando a ilegalidade, até manipulação de dados e informações.Um exemplo é o que aconteceu no Senado no último dia 29 de abril. O pesquisador da Embrapa, Evaristo de Miranda, participou de uma audiência pública entre todas as comissões do Senado para convencer a todos que seu estudo, intitulado “O Alcance da Legislação Ambiental Territorial”, comprovaria a necessidade de permitir mais desmatamentos no país, uma vez que a legislação ambiental brasileira constituía uma barreira para a produção no campo. É bom lembrar que a audiência foi organizada pela presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil(CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO).A história mal-contada durou pouco. Quando perguntado, por exemplo, se a pesquisa refletia o pensamento da Embrapa, pela qual se apresentava, Evaristo de Miranda não respondeu. No mesmo dia, diversos técnicos da instituição declararam que o estudo era uma farsa. Nos últimos tempos, os dados apresentados viraram uma espécie de bíblia anti-ambiental da bancada ruralista no Congresso, mas a pesquisa apresenta erros de metodologia e cálculo, e não considera vários aspectos da legislação atual.Enquanto alguns eleitos brincam de bancar o herói em nome de quem produz, nossas florestas continuam sendo derrubadas de forma ilegal e o agronegócio continua se expandindo de forma irregular na direção errada. Esse tipo de circo armado enche de lucros – e votos – alguns poucos, enquanto o prejuízo é dividido pelo restante do Brasil.
11 são presos acusados por crimes ambientais
Durante todo o dia cerca de trinta agentes percorreram áreas onde havia desmatamento ilegal. Para chegar a uma das clareiras, os fiscais e policiais abordaram um caminhão e o motorista indicou o ponto onde era realizada a extração. Conforme o Ibama, as características do local indicam que a extração ocorreu em um dia. Os fiscais levantam a metragem de madeira derrubada.
Este é o segundo desdobramento da Arco de Fogo no Nortão na semana. Na terça-feira, em Peixoto de Azevedo, dois garimpos clandestinos foram fechados. Das 40 pessoas que estavam trabalhando no local, 7 foram presas. 3 são considerados donos dos garimpos e 4 operadores das máquinas que estavam retirando terra do fundo do rio em busca de ouro. Policiais apreenderam dois tratores esteiras e três retorescavadeiras avaliadas pela PF em R$ 1,5 milhão. A Justiça Federal concedeu a liberdade provisória às sete pessoas.
Compostos de plantas elevam poluição de incêndios florestais
Pesquisadores do Laboratório Nacional do Noroeste Pacífico em Richland, Washington, reportam no periódico Environmental Science and Technology que uma "fração substancial" desses compostos de nitrogênio são alcalóides de plantas, que podem ser tóxicos.
Alexander Laskin, Jeffrey S. Smith e Julian Laskin usaram uma técnica de espectrometria de massa de alta resolução para identificar os compostos da fumaça a partir de cinco amostras que foram queimadas no laboratório de Missoula, Montana. Os alcalóides foram mais abundantes em amostras do pinheiro ponderosa. Queimas sem chama de folhas de pinheiro e outros materiais podem produzir mais alcalóides do que incêndios florestais de grande escala, sugeriram os pesquisadores, porque os compostos não se quebram tanto em fogo de baixa temperatura.
Não é surpreendente que os pesquisadores tenham encontrado alcalóides na fumaça - eles são naturalmente produzidos pelas plantas e outros seres vivos, e muitas vezes são úteis como defesa (eles podem fazer a planta ter um gosto ruim para um animal, por exemplo). Mas os alcalóides também podem causar mutações genéticas em animais e humanos. Mais uma razão para ficar longe de uma área de incêndio florestal e evitar a inalação de fumaça.
Os pesquisadores dizem que como esses compostos acabam voltando para o solo e a água, os incêndios de florestas podem ser uma fonte significativa de nitrogênio biologicamente útil. E como os compostos são alcalinos, eles podem afetar a formação de nuvens e os padrões de precipitação.
Incêndios florestais ameaçam áreas povoadas na Califórnia

quinta-feira, 7 de maio de 2009
Tudo sobre o Desmatamento
O desmatamento, também chamado de desflorestamento, nas florestas brasileiras começou no instante da chegada dos portugueses ao nosso país, no ano de 1500. Interessados no lucro com a venda do pau-brasil na Europa, os portugueses iniciaram a exploração da Mata Atlântica. As caravelas portuguesas partiam do litoral brasileiro carregadas de toras de pau-brasil para serem vendidas no mercado europeu. Enquanto a madeira era utilizada para a confecção de móveis e instrumentos musicais, a seiva avermelhada do pau-brasil era usada para tingir tecidos.
Desde então, o desmatamento em nosso país foi uma constante. Depois da Mata Atlântica, foi a vez da Floresta Amazônia sofrer as conseqüências da derrubada ilegal de árvores. Em busca de madeiras de lei como o mogno, por exemplo, empresas madereiras instalaram-se na região amazônica para fazer a exploração ilegal. Um relatório divulgado pela WWF ( ONG dedicada ao meio ambiente ) no ano de 2000, apontou que o desmatamento na Amazônia já atinge 13% da cobertura original. O caso da Mata Atlântica é ainda mais trágico, pois apenas 9% da mata sobrevive a cobertura original de 1500.
Embora os casos da Floresta amazônica e da Mata Atlântica sejam os mais problemáticos, o desmatamento ocorre nos quatro cantos do país. Além da derrubada predatória para fins econômicos, outras formas de atuação do ser humano tem provocado o desmatamento. A derrubada de matas tem ocorrido também nas chamada frentes agrícolas. Para aumentar a quantidade de áreas para a agricultura, muitos fazendeiros derrubam quilômetros de árvores para o plantio.
O crescimento das cidades também tem provocado a diminuição das áreas verdes. O crescimento populacional e o desenvolvimento das indústrias demandam áreas amplas nas cidades e arredores. Áreas enormes de matas são derrubadas para a construção de condomínios residenciais e pólos industriais. Rodovias também seguem neste sentido. Cruzando os quatro cantos do país, estes projetos rodoviários provocam a derrubada de grandes faixas de florestas.
Outro problema sério, que provoca a destruição do verde, são as queimadas e incêndios florestais. Muitos deles ocorrem por motivos econômicos. Proibidos de queimar matas protegidas por lei, muitos fazendeiros provocam estes incêndios para ampliar as áreas para a criação de gado ou para o cultivo. Também ocorrem incêndios por pura irresponsabilidade de motoristas. Bombeiros afirmam que muitos incêndios tem como causa inicial as pontas de cigarros jogadas nas beiradas das rodovias.
Este problema não é exclusivo do nosso país. No mundo inteiro o desmatamento ocorreu e ainda está ocorrendo. Nos países em desenvolvimento, principalmente asiáticos como a China, quase toda a cobertura vegetal foi explorada. Estados Unidos e Rússia também destruíram suas florestas com o passar do tempo.
Embora todos estes problemas ambientais estejam ainda ocorrendo, verifica-se uma diminuição significativa em comparação ao passado. A consciência ambiental das pessoas está alertando para a necessidade de uma preservação ambiental. Governos de diversos países e ONGs de meio ambiente tem atuado no sentido de criar legislações mais rígidas e uma fiscalização mais atuante para combater o crime ecológico. As matas e florestas são de extrema importância para o equilíbrio ecológico do planeta Terra e para o bom funcionamento climático. Espera-se que, no início deste novo século, o homem tome consciência destes problemas e comece a perceber que antes do dinheiro está a vida de nosso planeta e o futuro das gerações futuras. Nossos filhos têm o direito de viverem num mundo melhor.
Vale lembrar:
- O desmatamento numa determinada região pode provocar o processo de desertificação (formação de desertos e regiões áridas). Este processo vem ocorrendo no sertão nordestino e no cerrado de Tocantins nas últimas décadas.
Desmatamento cai 80% na Amazônia Legal em seis meses
Já as informações divulgadas na última terça pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) foram mais incorpadas. Segundo o órgão, o desmatamento atingiu 2.639 quilômetros quadrados de agosto de 2008 a janeiro deste ano. Os números não só são díspares, como também incomparáveis, porque a metodologia usada pelo Inpe e pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD - o sistema adotado pelo Imazon) são incompatíveis. Os dados do Inpe sobre desmatamento incluem também degradação, enquanto os do SAD são exclusivos com informações sobre desmatamento.
Em janeiro deste ano, o desmatamento detectado pelo SAD na Amazônia Legal atingiu 51 km2. Isso representa uma queda de 38% em relação a janeiro de 2008, quando o desmatamento foi de 82 km2. O maior índice foi detectado em Mato Grosso com 43 km2, seguido por Pará (4km2), Tocantins (3km2), Rondônia (1km2) e Acre (- de 1km2). Nos outros estados não foi possível detectar o desmatamento devido à cobertura de nuvens.
Amazônia privatizada?
O Meio Ambiente no Rio Grande do Sul continua tumultuado
Crime Ambiental e o Plano Diretor
O atual Plano Diretor permite a construção de espigões no interior dos bairros que não têm rede pluvial e cloacal suficientemente dimensionadas para poder fluir seus esgotos. Os esgotos se misturam e vazam. As ruas, estreitas, recebem cada vez mais automóveis e o congestionamento crescendo. Misturam-se no ar buzinaços e gases. Lixo aumentando e surgem as carroças. Sombras se projetam pelos passeios e ruas. Presente a insalubridade. Solo da cidade cada vez mais impermeabilizado. As águas rolam e rolam. A vegetação sumindo e o calor aumentando. Meio ambiente degradado e depredado. Responsável é este Plano Diretor de destruição ambiental. Em sua revisão, que vem em boa hora, o Plano cria a chamada área livre, ou seja: "parcela de terreno permeável, vegetada e livre de construção, não podendo estar sob a projeção da edificação". Surpreendentemente, as entidades empresariais lideradas pelo sindicato "mercadófilo" não querem a aprovação deste salutar dispositivo universal. São, portanto, coniventes com o crime ambiental que tem no excesso de calor, na poluição da atmosfera, no congestionamento e alagamentos, os elementos comprobatórios do irracionalismo que vem sendo acentuadamente praticado.
Aprovar licenciamento para beneficiar o INCRA Degrada a Própria FEPAM e ao Ministério Público
Quem é Criminoso Ambiental?
Continuismo indica Persistência na omissão ao Meio Ambiente
A Desflorestação da Amazônia

A desflorestação da Amazônia brasileira é pior do que se julgava, segundo novos dados de satélites que assinalam abates selectivos ilegais de árvores, indica um estudo hoje publicado pela revista científica Science citada pela Lusa. A investigação, de cientistas do instituto privado norte- americano Carnegie Institution, de Washington, conclui que as actividades humanas estão a degradar a selva amazónica ao dobro do ritmo estimado anteriormente.
Considerada a maior bacia fluvial do mundo e o grande pulmão do Planeta, a região amazónica é um gigantesco ecossistema de selvas tropicais que se estende por sete milhões de quilómetros quadrados.É também considerada a reserva biológica mais rica do mundo, com vários milhões de espécies de insectos, plantas, pássaros e outras formas de vida, muitas das quais ainda sem registo científico.
Até agora, os métodos baseados nas imagens de satélites só detectavam extensões de terrenos em que as árvores tinham sido cortadas para dar espaço a fazendas ou pastagens.No entanto, um novo método de imagens por satélite desenvolvido por cientistas da Carnegie Institution, sob a coordenação de Gregory Asner, consegue determinar níveis mais precisos da desflorestação amazónica.O método, chamado Sistema de Análises Carnegie Landsat, em cujo desenvolvimento também participou a NASA, permitiu aos cientistas identificar muitas zonas onde a floresta tropical foi reduzida através de "abates selectivos", segundo o estudo.Neste tipo de desflorestação só se abatem certas espécies de árvores comercializáveis, cujos troncos são depois transportados para serrações.
Para detectar e quantificar este tipo de árvores nos cinco estados madeireiros mais importantes da Amazónia brasileira, os investigadores aplicaram o sistema que lhes permite analisar cada pixel (ponto) da imagem produzida por três satélites.Através dessa análise, conseguiram determinar a percentagem de terra com floresta e sem floresta dentro de cada ponto da imagem.
Assim, os investigadores constataram que entre 1999 e 2002 o abate selectivo aumentou entre 60 e 128 por cento a área de floresta danificada conhecida anteriormente. De acordo com os autores do estudo, o volume total de árvores cortadas representa entre 10 e 15 milhões de toneladas métricas de carbono retiradas ao ecossistema.
Financiado pela NASA e pela Carnegie Institution, o estudo contou também com a participação de cientistas do Serviço Florestal dos EUA, do Instituto Internacional de Florestas tropicais, de Porto rico, da Universidade de New Hampshire e da EMBRAPA-Amazonia Oriental do estado brasileiro de Pará.